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| Instrumentos
de torturas utilizados na Inquisição - Grande especialidade da "igreja"
Católica na idade média. |
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BALCÃO DE ESTIRAMENTO |
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O
suplício do estiramento, ou alongamento longitudinal mediante tração, era
utilizado comumente já no tempo dos egípcios e babilônios. Desde a Idade
Média até o final do século XVIII, esse e outros instrumentos para
desmembramento constituíam apetrechos fundamentais em cada sala de tortura
da Inquisição. A vítima era colocada deitada sobre um banco e tinha os pés
fixados em dois anéis. Os braços eram puxados para trás e presos com uma
corda acionada por uma alavanca. A partir desse momento, começava o
estiramento, que imediatamente deslocava os ombros e as articulações do
condenado, seguido pelo desmembramento da coluna vertebral e então pelo
rompimento dos músculos, articulações, abdome e peito. Antes desses
efeitos mortais, porém, o corpo do condenado se alongava até trinta
centímetros. |
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CADEIRA DAS BRUXAS |
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O
condenado era preso com os pés para cima e a cabeça para baixo em uma
grande cadeira. Tal posição causava dores atrozes nas costas, desorientava
e aterrorizava os condenados. Além disso, possibilitava a fácil imposição
de uma quantidade enorme de tormentos. A essa tortura eram submetidas
principalmente as mulheres acusadas de bruxaria. Foi usada entre 1500 e
1800 em quase todos os países da Europa. Depois da confissão, as bruxas
eram queimadas em autos-de-fé público, e suas cinzas, atiradas nos rios ou
no mar. |
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CADEIRA INQUISITÓRIA |
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Instrumento essencial empregado em interrogatórios pelo inquisidor na
Europa Central, especialmente em Nuremberg, até o ano 1846. O réu
sentava-se nu, e, com o mínimo movimento, as agulhas penetravam-lhe o
corpo, provocando efeitos terríveis. Em outras versões, a cadeira
apresentava assento de ferro, que podia se aquecido até ficar em brasa. A
cadeira do retrato foi encontrada no castelo San Leo, próximo a Rimini, na
Itália. O castelo era o cárcere do papa até 1848, e nele morreu o célebre
mago Cagliostro, que com os seus poderes extraordinários conquistou todas
as cortes da Europa. A cadeira tem 1.606 pontas de madeira e 23 de ferro. |
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CADEIRA INQUISITÓRIA MENOR |
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A cadeira de tortura era usada na Europa
Central, especialmente em Nuremberg e em Fegensburg, até 1846, durante os
procedimentos judiciais. O inquirido apoiava todo o seu peso sobre o
assento, que era colocado em posição inclinada para a frente. Com o passar
das horas, a posição incômoda tornava-se muito dolorosa, pelo efeito das
agulhas nos braços e nas costas. Em outras variações, a cadeira, muitas
vezes de ferro, podia ser aquecida - sobre cujas pontas incandescentes
tinha de sentar o condenado. |
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CAIXINHA PARA AS MÃOS |
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A caixinha para as mãos que aparece na foto
foi adquirida há pouco tempo, em um castelo da provença, Itália. Era usada
como punição aos furtos leves praticados por domésticos. Também foi
empregada como meio de punição pelos tribunais do século XVIII, para
penalizar pequenos furtos. Prendendo geralmente a mão direita, esta era
ferida com pregos. Além das dores do momento, o condenado ficava com a mão
inutilizada. |
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DESPERTADOR |
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O
despertador foi idealizado pelo italiano Ippolito Marsili, e deveria
marcar uma mudança decisiva na história da tortura. Seria um sistema capaz
de obter confissões sem infligir crueldade ao corpo humano. Não se
quebrava nenhuma vértebra, calcanhar ou junta da vítima. Consistia o
aparelho em deixar o condenado acordado o maior espaço de tempo possível.
Era, na verdade, o suplício do sono. O tormento do despertador, definido
no início como tortura não cruel, diante da Inquisição teve muitas
variações até chegar ao procedimento absurdo de se amarrar com cordas
firmes a vítima, suspendê-las e deixá-la cair com todo o peso do corpo
contra o ânus e as partes sexuais mais sensíveis sobre a ponta da
pirâmide, esmagando os testículos, o cóccix e, no caso de uma condenada, a
vagina, causando dores atrozes. Muitas vezes a vítima desmaiava de dor.
Então era reanimada para se repetir a operação. O despertador passou então
a ser chamado "o berço de Judas". |
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CAVALETE |
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O
condenado era deitado com as costas sobre um bloco de madeira de borda
cortante com as mãos fixadas em dois furos e os pés presos em anéis de
ferro. E então iniciava o suplício. Fechadas as narinas da vítima, o
carrasco introduzia na boca um funil e uma quantidade enorme de água.
Quando o estômago estava cheio a mais não caber, o carrasco e seus
ajudantes pulavam sobre a barriga do infeliz, levando-o a expelir toda a
água, e iam renovando a operação até o rompimento dos vasos sanguíneos,
com uma inevitável hemorragia interna seguida de morte. |
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CEGONHA |
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Era um
instrumento dos mais horríveis, e sua criação é atribuída ao italiano
Ludovico Muratori. Esteve em uso nos tribunais italianos, no período de
1550 e 1650. Tem a aparência simples, mas a cegonha produzia na vítima
fortes câimbras, que com o tempo levavam o condenado ao estado de loucura. |
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ESMAGA-CABEÇA |
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Esse
instrumento esteve em uso, ao que parece, na Alemanha do Norte, e gozava
de certa preferência. O se funcionamento é tão simples quanto cruel.
Colocava-se a cabeça do condenado com o queixo sobre a barra inferior, e
com o rosqueamento a cabeça ia sendo esmagada. Primeiro, despedaçava os
alvéolos dentais, as mandíbulas, e então a massa cerebral saía pela caixa
craniana. Mas com o passar do tempo esse instrumento perdeu a sua função
de matar e assumiu o papel de tortura do inquisidor. Ainda permanece em
uso em países onde a polícia emprega tortura para obter confissões, com a
diferença de que são usados materiais macios, para não deixar marcas. |
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ESMAGA-JOELHO |
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Esse instrumento era colocado na perna da vítima, na altura do joelho, e
apertado até que as pontas penetrassem a carne, estraçalhando a rótula. O
exercício era repetido várias vezes, o que causava inutilizarão permanente
da perna. Era uma tortura aplicada na Ásia, principalmente no São, até o
século XIX. Era utilizada contra ladrões e estelionatários. Para os
assassinos, depois da tontura, vinha a morte por decapitação. |
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ESMAGA-POLEGAR |
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Esse instrumento era usado como alternativa às principais torturas, ou um
tipo de amedontramento, antes de começarem as próprias. O acusado sofria a
mutilação do polegar simplesmente com o aperto do parafuso. Usado na
Alemanha e na Itália do Norte entre 1300 e 1700, esse método muito
doloroso servia para obter delações, informações ou confissões de delitos,
muitas vezes não cometidos. |
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ESMAGA-SEIOS |
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No século XV, as bruxas e a magia estavam em evidência. As crenças
populares nesse campo eram tão enraizadas que foi muito ativo o comércio
do "óleo santo", cinzas, hóstias consagradas, banha de cadáveres, sangue
de morcego e similares. Então as bruxas e os bruxos passaram a ser
considerados "hereges". Assim, o combate à heresia foi levado para o
terreno da magia negra. Era comum, também, atribuir-se a uma pessoa
bem-sucedida em negócios ou com o dom de sucesso repentino a acusação de
magia. E, dentre vários instrumentos de suplícios, geralmente preferia-se
recorrer ao ferro em brasa, que o fogo sempre foi mais "eficaz" na luta
contra os demônios. Os esmaga-seios, aquecido em brasa, fazia parte dos
instrumentos empregados contra as bruxas. Na Franca e na Alemanha, esse
instrumento tinha o nome de tarântula, ou aranha espanhola. Com ele se
despedaçava o peito das meninas-mãe ou das culpadas de aborto voluntário. |
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FORQUILHA DO HEREGE |
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O
herege era reservado um tratamento diferente daquele dado aos condenados
comuns, visto que o objetivo da penitência era a sua alma, ainda que no
momento da morte. A Inquisição espanhola representava a fase aguda do
processo acusatório contra as heresias, e atingiu índices de extrema
crueldade. Todos os instrumentos de tortura não eram senão o preparo para
a morte da vítima, que se aproximava a passos largos. Essa espécie de
garfo era colocada no tórax e embaixo do queixo do condenado, e com uma
cinta de couro era apertada contra o pescoço, fazendo com que as pontas
penetrassem na carne. Foi muito usada no período de 1220 a 1600. Não era
usada para obter confissões, mas como uma penitência empregada antes da
execução do condenado. |
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GARROTE |
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O
garrote foi instrumento de pena capital usado na Espanha até a morte de
Franco. A última execução foi em 1975, quando um estudante de 25 anos foi
executado e logo em seguida reconhecido inocente. O instrumento servia
para estrangulamento dos condenados e era "o golpe de misericórdia" para
os condenados à fogueira. Os católicos que pediam para morrer debaixo da
fé católica alcançavam o privilégio de serem sufocados primeiro. Os que
declaravam querer morrer pelo judaísmo ou por outra religião eram
conduzidos vivos à fogueira. No garrote, a vítima sentava-se de costas no
banquinho de madeira, com o pescoço encostado ao poste. Uma presilha e um
parafuso, como se vê na figura, sofocavam-no. |
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GUILHOTINA |
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A
Revolução Francesa apagou todos os rastros da tortura, mas deixou de pé o
patíbulo. O inventor da guilhotina foi o filantropo Dr. Ignace Guillotin.
A Assembléia sancionou uma lei, em 3 de julho de 1791, pela qual "todas as
pessoas condenadas à morte terão a cabeça cortada". Um ano depois,
iniciou-se a utilização da guilhotina. Depois de diversas experiências
feitas com cadáveres, morreu na guilhotina o primeiro condenado, no dia 25
de abril de 1792. Foi decapitado o condenado por nome Nícola Giacomo
Pelletieri, e o verdugo foi Charles Henry Sansom, o mesmo que em seguida
decapitaria o rei da Franca, Luis XVI. |
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MACHADO |
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Talvez
seja o machado o mais antigo instrumento de suplício capital. É conhecido
em todos as partes do mundo. A execução pelo machado era reservada aos
condenados nobres, enquanto os plebeus eram supliciados por instrumentos
que comportavam longas agonias antes da morte. Pelo machado foi decapitado
Jacques D'armagnac, duque de Nemours, condenado em 1477 pelo Parlamento
por crime de lesa-majestade, em Paris. Os filhos dele foram condenados a
ficar sob o palco de execução para serem banhados pelo sangue do pai.
Desse modo foram decapitados também, em 1535, João Fisher, bispo de
Rochester, e Tomás Morus, por não terem querido se submeter às ordens
vigentes. |
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MÁSCARA DA INFÂMIA |
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No
período de 1500 a 1600, essas máscaras se apresentavam de formas variadas
e muito fantasiosas. Eram utilizadas para aplicar penas a quem não
aprovava o governo ou às mulheres "rebeldes" que, cansadas da escravidão
doméstica e dos sucessivos estados de gravidez, se rebelavam. Eram também
usadas máscaras infamantes nas faladeiras, nos beberrões e às vezes até em
maus músicos ou mesmo nos maridos traídos (sobre a cabeça destes se
colocava uma caveira de boi, com os respectivos chifres). Os condenados
ficavam expostos em lugares públicos, bem visíveis. |
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MESA DE EVISCERAÇÃO |
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Chamava-se de mesa de evisceração ou de esquartejamento manual. Nesse
instrumento, o condenado era colocado deitado, preso pelas juntas e
eviscerado vivo pelo carrasco. O carrasco abria-lhe o estômago com uma
lâmina, prendia com pequenos ganchos as vísceras e, com a roda, lentamente
ia puxando os ganchos. Os órgãos iam saindo do corpo da vítima durante
horas, até que chegasse a morte. Alguns condenados permaneciam vivos
durante dias depois de eviscerados, pois o carrasco tinha a habilidade de
extrair das vítimas os órgãos não-vitais. Esse suplício esteve em uso em
Portugal e na Espanha, de 1300 a 1800. |
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APETRECHOS DE MUTILAÇÃO |
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Eram
pinças e alicates e estavam sempre presentes na lista dos instrumentos de
tortura dos carrascos da idade média. Eram usados a frio ou em estado
incandescente e provocavam dores fortíssimas e mutilações. As pinças eram
usadas principalmente para a ponta dos seios, unhas ou para extrair
pedaços de carne. Os alicates tubulares eram usados para a castração. Os
especialistas em atrocidades já haviam descoberto, para uso das pinças, as
partes mais sensíveis do corpo humano. Também se usava marcar o rosto dos
ébrios, vagabundos, ciganos e blasfemadores com um ferro em brasa,
deixando uma marca irremovível. |
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PÊNDULO |
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A
luxação ou deslocamento de ombros era um dos muitos suplícios preliminares
às torturas propriamente ditas. Entre estas o pêndulo era o mais simples e
eficaz, comumente empregado pela Inquisição portuguesa. Era uma das
torturas mais comuns na Idade Média. A vítima era amarrada pelos pulsos a
uma corda e levantada por uma roldana até a parte superior. O suplício
consistia em afrouxar bruscamente a corta até o corpo quase tocar o chão,
quando então o condenado era novamente suspenso, repetindo-se a operação
diversas vezes, o que deslocava a musculatura da vítima, causando dores
atrozes. |
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RODA ALTA |
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Era
reservada aos criminosos responsáveis por delitos contra a ordem pública:
assassinos, ladrões, estupradores. De uso muito comum na Europa alemã, na
Baixa Idade Média até o início do século XVIII. Era um suplício duplo: o
réu era colocado nu, deitado no chão com os pés e as mãos fixados em anéis
de ferro. Sob seus ombros, cotovelos, joelhos e tornozelos, eram colocados
robustos pedaços de madeira. O carrasco, com a roda despedaçava-lhe todos
os ossos, esmagando as juntas, mas evitando ferimentos mortais. Na segunda
parte do suplício, o corpo da vítima assim todo triturado era dobrado
sobre si mesmo e colocado em cima de uma roda de carroça, na horizontal,
sobre uma estaca, e ali deixado por vários dias até morrer. Alguns
chegavam a durar vinte dias nessa posição, e eram alimentados á noite para
prolongar o seu sofrimento. Conta-se que o protestante Jean Calas foi
assim supliciado, condenado pelo assassinato de seu filho e reconhecido
inocente após ser despedaçado. |
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RODA DE DESPEDAÇAMENTO |
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Esse
instrumento produzia um sistema de morte horrível. O réu era amarrado com
as costa na parte externa da roda. Sob ela colocavam-se brasas, e o
carrasco, girando a roda cheia de pontas, fazia com que o condenado
morresse praticamente assado. Em outros casos, no lugar de brasas se
colocavam instrumentos pontudos, de maneira que o corpo ia sendo
dilacerado à medida que se movimentava a roda. Esteve em uso na
Inglaterra, Holanda e Alemanha, no período de 1100 a 1700. |
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TRONCO |
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Esse
instrumento existia nos mercados e feiras ou na entrada das cidades. Era
um instrumento considerado de uso obrigatório na Idade Média em quase
todas as regiões da Europa. Esse e outros instrumentos, como as máscaras
da infâmia, fazem parte de uma série para uso de punições corporais, os
quais, além de constituírem uma punição para a vítima, eram também um
exemplo para os outros. Eram utilizados para proteger a coletividade dos
infratores. |
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VIRGEM DE NUREMBERG |
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A idéia
de se mecanizar a tortura nasceu na Alemanha, e ali originou-se a virgem
de Nuremberg. Foi chamada assim porque o seu protótipo foi construído no
subterrâneo do tribunal daquela cidade. A primeira execução de que se tem
notícia foi realizada em 1515. Diz-se que a pena foi aplicada a um
falsário que permaneceu no interior da Virgem entre espasmos atrozes
durante três dias. As lâminas eram móveis e postas em posição tal que não
podiam matar imediatamente o condenado. Somente o feria gravemente,
fazendo com que morresse de hemorragia. Uma das facas da figura é ainda
original. |
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