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| Vários motivos para não sermos católicos romanos | |
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A palavra -
“católico”, vem do grego katholikos, que quer dizer “universal”. No nome
catolicismo romano já observamos uma contradição. Lorraine Boetner, em seu
livro “Catolicismo Romano”, cita o Dr. John Gerstner que escreveu:
“...rigorosamente falando, católica romana é uma contradição de termos.
Católico significa universal; romano significa particular”.
Quero neste estudo,
analisar as principais doutrinas católicas com as Escrituras e mostrar a
total incompatibilidade que existe entre a cristã e a fé dos
católicos. O profeta Amós perguntou: “Andarão dois juntos, se não
estiverem de acordo?” (Am 3.3) Não estou pregando a intolerância
religiosa, o respeito pelo próximo é uma marca cristã, o direito a escolha
religiosa é um direito inegociável. Refiro-me a tentativa ecumênica de
unir evangélicos e católicos numa só igreja. Um artigo na Internet
divulgou que “João Paulo II manifestou interesse em aproximar-se de judeus
e evangélicos”. A proposta ecumênica dos católicos é de mão única. Estes
estão interessados que os evangélicos, por exemplo, aceitem o Papa como
cabeça da igreja e muito mais. A meta do ecumenismo é a união de todas as
igrejas em uma só Igreja Mundial. É impossível aceitar essa proposta sem
abrir mão daquilo que é básico em nossa fé. Sabemos, pelas Escrituras, que
o Anticristo virá sobre as asas do ecumenismo se colocando como líder
religioso mundial dizendo ser o Cristo.
A igreja católica, que conhecemos hoje, é
o resultado de alterações feitas a partir da igreja primitiva, porém não
foi fundada por Cristo, como muitos católicos acreditam ser. Segundo
Aurélio, “...o catolicismo romano é a religião que reconhece o Papa como
autoridade máxima, que se expande por meio de sacramentos, que venera a
virgem Maria e os santos, que aceita os dogmas como verdades
incontestáveis e fundamentais e que tem como ato litúrgico mais importante
a missa”. O que essa igreja tem em comum com a igreja primitiva? Nada!
Durante os primeiros
séculos
ocorreram muitas perseguições, isto cooperou para que a igreja se
mantivesse fiel as Escrituras. Este período é chamado de era patrística,
ou era dos pais da igreja. Halley fala de Policarpo (69-156 d.C.),
discípulo de apóstolo João que foi queimado vivo por se recusar a
amaldiçoar a Cristo. Policarpo falou: “oitenta e seis anos faz que sirvo a
Cristo e Ele só me tem feito bem, como podia eu, agora, amaldiçoá-lo,
sendo Ele meu Senhor e Salvador?”
A corrupção no cristianismo começou já em meados do século III, onde houve o primeiro rompimento sério dos cristãos, por causa da introdução dos batismos de crianças. O rompimento foi chamado de “desfraternização”. No século IV, Constantino ascendeu ao posto de Imperador. Este apoiou o cristianismo e seu sucessor Teodósio (378/95) transformou o cristianismo em religião oficial do Império Romano. Assim sendo, muitos ímpios se tornaram cristãos por motivos políticos e escusos. Constantino convocou em 325 d.C. o Concílio de Nicéia onde começou a surgir o catolicismo romano influenciado por doutrinas pagãs, embora ainda houvesse muita pureza na maioria dos cristãos. Como pôde haver essa junção entre o cristianismo e Roma? Roma que sempre foi centro de idolatria em que seus imperadores eram considerados deuses. Alcides Peres conta que em 326 d.C., um ano depois do Concílio, Constantino vai a Roma para celebrar o vigésimo ano de seu reinado. Por intriga palaciana, manda prender seu filho Crispo, que é logo julgado, condenado e morto pelo próprio pai... Foi esse homem que deu origem a esta junção do catolicismo com o romanismo. Observamos que, catolicismo nada tem com o cristianismo, seu fundador não foi Jesus e sim Constantino.
Muitas doutrinas estranhas continuaram a
penetrar no catolicismo romano. Fazendo que cada vez mais a igreja
católica se distanciasse de sua origem. Citarei alguns exemplos dando
datas aproximadas.
1.
A oração pelos mortos começou
a ser aceita por volta de 300 d.C.
2.
O começo da exaltação a Maria
onde o termo “mãe de Deus” surgiu pela primeira vez em 431 d.C.
3.
A doutrina do purgatório em
593 d.C. A adoração da cruz, imagens e relíquias em 786 d.C.
4.
A canonização dos santos
mortos em 995 d.C. O celibato do sacerdócio em 1079 d.C. E assim em
diante... Até o descalabro da suposta assunção de Maria em 1950.
No século XVI ocorreu a tão conhecida
reforma protestante que é sempre lembrada no dia 31 de outubro por ser a
data que Lutero em 1517 d.C. colocou suas 95 teses na porta da Igreja do
Castelo de Wittenberg. Essas teses combatiam principalmente a compra de
indulgências. Segundo Earle E. Cairns: “A indulgência era um documento que
se adquiria por uma importância em dinheiro e que livrava aquele que a
comprasse da pena do pecado.” O pecador deveria arrependendo-se, confessar
o seu pecado ao sacerdote católico, e ainda pagar uma certa quantia para
assim obter o perdão, tratando desta forma o sacrifício na cruz como nada.
Lutero combateu isto com veemência baseando-se em Romanos 1:17, ensinando
que só a fé em Cristo justifica. Com a reforma a Bíblia foi traduzida para
a língua do povo. Antes a Bíblia era negada ao povo sob a desculpa que só
o sacerdote podia interpretá-la corretamente. A supremacia da Bíblia em
todas as questões de fé e prática foi enfatizada (sola scriptura)
assim combatendo a idéia que a tradição e as interpretações dos clérigos
teriam o mesmo valor que as Escrituras.
Lorraine Boettiner escreveu: “O protestantismo como surgiu no século
dezesseis não foi o começo de alguma coisa nova, mas o retorno ao
cristianismo bíblico e à simplicidade da igreja apostólica da qual a
igreja católica se afastou há muito tempo.”
Para começo de conversa é bom falarmos
sobre a autoridade da Bíblia segundo o catolicismo. Segundo o catolicismo
existem três grandes autoridades para o ensino: a tradição da igreja, o
magistério e as Escrituras Sagradas. Para eles a Bíblia sozinha não é
suficiente. Raimundo F. de Oliveira cita o Padre Benhard que em 1929
escreveu: “A Bíblia não é a
única fonte de fé, como Lutero ensinou no séc. XVI, porque sem a
interpretação de um apostolado divino e infalível, separado da Bíblia,
jamais poderemos saber, com certeza, quais são os livros que constituem as
Escrituras inspiradas, ou se as cópias que hoje possuímos concordam com os
originais. A Bíblia em si mesma, não é mais do que letra morta, esperando
por um intérprete divino... Certo número de verdades reveladas têm chegado
a nós, somente por meio da tradição divina.”
“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir
as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma
coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e
se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a
sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão escritas neste
livro.” (Ap. 22.18 e 19)
Conforme temos visto, para o
catolicismo romano, a Bíblia não é a única regra de fé. A revelação,
segundo eles, está apoiada no seguinte tripé: as escrituras, a tradição da
Igreja e o magistério. Ainda tiram da Bíblia o valor de ser a autoridade
final. Observe a declaração do catecismo de 1994: “O ofício de interpretar
autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida (tradição) foi
confiado unicamente ao magistério vivo da Igreja católica, cuja autoridade
se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o
sucessor de Pedro, o bispo de Roma”.Ou seja, para os católicos, a
interpretação dos magistrados é superior as Escrituras Sagradas. Paulo nos
advertiu: “Mas ainda a que nós mesmos ou um anjo do céu vos
anuncie outro evangelho além do que já tenho anunciado, seja anátema.”
(Gl 1.8). E em Rm 3.4 está escrito “...sempre seja Deus
verdadeiro e todo o homem mentiroso.” E ainda em I Cor. 4:6:
“...Ora, irmãos, estas coisas
eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em
nós aprendais a não ir além do que está escrito...”
Além desse tripé errôneo, existe o fato da
Igreja Católica possuir livros apócrifos em sua Bíblia. A palavra
“apócrifo” vem do grego apokrupha que significa “coisas ocultas”. Porém
com o decorrer do tempo foi adquirindo o significado de “espúrio” e
“não-puro”. Os livros apócrifos estão inseridos no Velho Testamento
fazendo que o Velho Testamento deles tenham 46 livros enquanto o Antigo
Testamento usado pelos Cristãos têm 39 livros. Os apócrifos são: Tobias,
Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis
capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois
capítulos de Daniel. Foi no Concílio de Trento em 15 de abril de 1546, em
sua quarta sessão que a Igreja Católica declarou estes livros sagrados. Na
tradução Católica “A Bíblia de Jerusalém” – Ed. Paulinas, na página 11 é
mostrado e confirmado a lista de apócrifos. Na Bíblia Católica das Edições
Ave Maria” encontra o seguinte: “... Alguns escritos recentes lhe foram
acrescentados (Os Apócrifos no Velho Testamento) sem que os judeus de
Jerusalém os reconhecessem como inspirados. São os seguintes livros:
Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus,
seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois
capítulos de Daniel. A Igreja (Católica Romana) admitiu-os como inspirados
da mesma forma que os outros livros”. (Pág.15 – parênteses do autor).
Quero dar quatro razões para não
aceitarmos esses livros como inspirados por Deus.
1ª) Esses livros não estão no cânon
hebraico. A palavra “cânon” significa literalmente “cana” ou “vara de
medir”. Esta palavra, com o tempo, passou a classificar os livros que são
considerados genuínos e inspirados por Deus. Sendo assim os hebreus
consideram os livros apócrifos como não inspirados por Deus.
2ª) Não há no Novo Testamento nenhuma
citação desses livros. Jesus e os apóstolos não citaram uma vez sequer um
trecho incluído nesses livros. Assim mostrando que não eram considerados
genuínos por Cristo ou pelos apóstolos.
3ª) Doutrinas contrárias às escrituras são
baseadas nesses livros, tais como: a intercessão pelos mortos, a
intercessão dos santos, a salvação pelas obras, etc.
4ª) Os
católicos não foram unânimes quanto à inspiração divina nesses livros. No
Concílio de Trento houve luta corporal quando este assunto foi tratado.
Lorraine Boetner (in Catolicismo Romano) cita o seguinte: “O papa
Gregório, o grande, declarou que primeiro Macabeus, um livro apócrifo, não
é canônico. O cardeal Ximenes, em sua Bíblia poliglota, exatamente antes
do Concílio de Trento, exclui os apócrifos e sua obra foi aprovada pelo
papa Leão X. Será que estes papas se enganaram? Se eles estavam certos, a
decisão do Concílio de Trento estava errada. Se eles estavam errados, onde
fica a infalibilidade do papa como mestre da doutrina?”
SALVAÇÃO
Como o Catolicismo Romano vê a salvação?
Adolfo Robleto (in: O Catolicismo Romano) destaca: “Na Igreja Católica, no
entanto, o tema da salvação não ocupa um lugar proeminente. Os esforços se
encaminham para o sentido de que o povo católico, não falte à igreja e
faça obras de caridade.” Segundo o catolicismo a salvação é adquirida de
três formas básicas: 1ª) graça de Deus, 2ª) fé e obras e 3ª) a igreja e
seus sacramentos.
A salvação não pode ser comprada pelas
obras humanas. “Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que seja
recompensado?” (Rm 11.35). Quem crê na salvação pela fé em obras está
dizendo que Cristo morreu em vão (Gl 2.21).
Nas Escrituras não há nenhuma indicação
que alguém deve entrar numa igreja para obter salvação. A salvação só é
por meio de Cristo (At 4.12; Jo 3.36; Jo 5.24; Jo 20.31; At 10.43; I Ts
5.9 etc.). Depois de salvo o cristão deve se ligar a uma igreja realmente
cristã para ter comunhão com seus irmãos em Cristo (Hb 10.25, I Jo 1.5-7 e
I Jo 4.20 e 21).
A
palavra sacramento vem do latim sacramentum que antigamente tinha dois
significados básicos:
1.º) Algo que era separado para um propósito
sagrado.
Ao criar esta doutrina o catolicismo
forma uma espécie de salvação sacerdotal, pois os sacramentos só podem ser
ministrados pelos “sacerdotes” católicos. Transformando os sacerdotes
católicos em mediadores entre Deus e os homens. O que é uma tremenda
heresia: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os
homens, Jesus Cristo homem.”(I Tm. 2:5) Analisaremos brevemente
cada sacramento.
Os católicos crêem que o batismo é
necessário a salvação, que sem o batismo a pessoa está condenada ao
inferno. No concílio de Trento foi decretado: “As crianças se não forem
regeneradas para Deus através da graça do batismo, quer seus pais sejam
cristãos ou infiéis, nascem para miséria e perdição eternas.” Quão
terrível é esta doutrina! Já nós, evangélicos, cremos que estando a
criança na fase da inocência vindo falecer esta irá para o céu. “Por que
dos tais é o reino dos céus.” (Mt 19.14). O batismo é para quem crê.
Enquanto a criança não tiver como decidir sobre a sua fé em Cristo, esta
não pode ser batizada. A afirmação que o batismo salva é totalmente
equivocada. O batismo é para os salvos e só a ausência de fé em Cristo é
que condena. “Quem crer e for batizado será salvo, quem não crê será
condenado.”(Mc 16.16)
Lorraine Boetner cita o catecismo de Nova
York que diz o seguinte:
“Jesus Cristo nos deu o sacrifício na cruz da
missa para que a sua Igreja tenha um sacrifício visível que prolongue o
Seu sacrifício na cruz até o fim dos tempos. A missa é o mesmo sacrifício
que o sacrifício da cruz. A santa comunhão é participar do corpo e do
sangue de Jesus Cristo sob a aparência de pão e vinho”.
Vemos que para os católicos a eucaristia
ou missa é onde Cristo volta a ser crucificado para que os benefícios da
cruz se apliquem continuamente aos seus participantes. Na epístola aos
Hebreus capítulo 9 vemos Jesus sendo comparado aos sacerdotes no templo.
Porém o autor mostra que Cristo é superior aos sacerdotes, sendo Ele o
Sumo Sacerdote perfeito que ofereceu-se uma vez. Observe:
“Nem também para si mesmo oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote
cada ano entra no santuário com sangue alheio. Doutra maneira, necessário
lhe fora padecer desde a fundação do mundo; mas agora na consumação dos
séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de
si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois
disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os
pecados de muitos...” (Hb
9.25-28).
No versículo 12 afirma que entrou “uma vez
no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.” A redenção é eterna
então não há necessidade de rituais para que a redenção continue.
Ensina a teologia católica à
transubstanciação (alteração de substância) durante a eucaristia. Após a
consagração dos elementos, pão e vinho, e a recita feita pelo padre das
palavras de Cristo, “isto é o meu corpo” e “isto é o meu sangue”, o pão se
transforma na carne de Cristo e o vinho no sangue de Cristo. Esquecem os
católicos que Jesus Cristo, em pessoa, institui a ceia do Senhor e
pronunciou as palavras: “isto é o meu corpo e o meu sangue.” Se a
transubstanciação fosse verdadeira, Cristo teria comido a sua própria
carne e bebido do seu próprio sangue. Isso seria impossível, pois Cristo
estava em pessoa celebrando a ceia e seria um absurdo comer o próprio
corpo e beber do próprio sangue. Cristo foi bem claro “fazei isto em
memória de mim”. Se é “em memória” é forçoso admitir que Cristo não estava
presente nos elementos: pão e vinho. (Lc 22.19 e 20).
Paulo ao instruir sobre a ceia do Senhor
chamou o pão de pão e vinho de vinho. Note bem: “Porque todas as vezes que
comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até
que venha” (I Co 11.26). E ainda, em algumas passagens da Bíblia vemos a
ceia do Senhor sendo chamada de “o partir do pão” e não o partir do corpo
(At 2. 46). Os católicos costumam usar como base bíblica para a
eucaristia, as seguintes palavras de Cristo: “Porque a minha carne
verdadeiramente é comida e o meu sangue verdadeiramente é bebida” (Jo
6.55). É claro que Cristo falou estas palavras no sentido figurado, ou
será, que Cristo pregou o canibalismo?. Mas os católicos, ainda insistem,
pois Cristo falou “verdadeiramente”. Como Cristo também falou: “Eu sou a
videira verdadeira e meu Pai é o lavrador.” (Jo 15.1) Cristo é uma planta?
Não. Fica evidente que Ele usou o sentido figurado como usou em Jo 6.55. O
capítulo 6 de João é o registro da multiplicação de pães. A multidão
começou a seguir a Jesus por causa do pão terreno. Mas Cristo queria lhes
oferecer o pão espiritual: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não
terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6.35). É claro que Jesus
falou no sentido espiritual como também falou em Jo 6.55.
Os católicos ainda crêem que ao participar
da eucaristia os fiéis têm a purificação dos pecados presentes,
preservação dos pecados futuros e ainda ajudam os mortos. No catecismo de
1994 está escrito: “O sacrifício eucarístico é também oferecido pelos
fiéis defuntos que morreram em Cristo e não estão ainda plenamente
purificados, para que possam entrar na luz e na paz de Cristo.” As
Escrituras são claras ao dizer que todos os pecados são removidos através
do sangue de Cristo (veja I Jo 1.7 e Ap 1.5.)
Sem dúvida alguma Deus institui o
casamento, sendo este a primeira instituição divina, quando uniu Adão e
Eva (Gn 2.23 e 24). Uma coisa é considerar o casamento uma instituição
divina. Outra coisa, totalmente diferente, é considerar o casamento como
sacramento (meio de graça). Os católicos crêem que quando seus
“sacerdotes” realizam seus casamentos, a graça de Deus vem através dos
mesmos.
Com este tipo de pensamento, os católicos
só consideram os casamentos realizados pelos seus sacerdotes. O erro de
considerar o casamento como um sacramento se deu por um erro de tradução
da Vulgata (versão latina das Escrituras, traduzida por Jerônimo) que
traduziu Efésios 5.32 como “Este é um grande sacramento” enquanto a
tradução correta é “Este é um grande mistério”. Sabemos que a Igreja
Católica costuma cobrar uma taxa para realizar casamentos.
Segundo o catolicismo, é um meio de
conferir graças aos enfermos, anciãos e moribundos, ajudando assim no
perdão dos pecados. Normalmente é ministrado pelo “sacerdote” a pessoa que
está à beira da morte. O “sacerdote” unge os olhos, nariz, mãos e pés
enquanto recita uma “oração especial” em latim. Este ritual visa diminuir
a quantidade de pecados da pessoa devendo o restante ser “pago” pelos
parentes através das missas.
Em
nenhum lugar das Escrituras vemos a recomendação para a realização desse
ritual. O sangue de Cristo é suficiente para perdoar os pecados e não
precisa de “óleo sagrado” para aperfeiçoar este. Na Bíblia, existe a
recomendação de orar pelo enfermo com o uso do óleo (sendo o óleo apenas
um símbolo do Espírito Santo), mas não para o perdão dos pecados, e sim,
para cura do corpo. (Tg 5.14-16)
Segundo o catolicismo é ato de conferir
graça especial e poder espiritual aos padres, bispos, arcebispos, cardeais
e papas. Fazendo destes sacerdotes, portanto, representantes de Cristo na
terra. A idéia do sacerdócio é do Antigo testamento, onde os sacerdotes
basicamente exerciam três funções:
O
sacerdote era uma espécie de mediador dos homens diante de Deus. Hoje
temos um único mediador: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre
Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (I Tm 2.5). Hoje cada crente pode
ir a Deus através de Cristo. “Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis;
batei, e abrir-se-vos-á. Porque, aquele que pede, recebe; e o que busca,
encontra; e o que bate, se abre.” (Mt 7. 7 e 8). E Cada crente é um
sacerdote (Ap.1:6). Diante dessas irrevogáveis verdades bíblicas, pasmem
com que está escrito no Concílio de Trento:
“O sacerdote
é o homem de Deus, o ministro de Deus... Aquele que despreza o sacerdote
despreza Deus; aquele que o ouve, ouve a Deus. O sacerdote perdoa pecados
como Deus, e aquilo que ele chama de seu corpo no altar é adorado como
Deus por ele mesmo e pela congregação... Está claro que a sua função é tal
que não se pode conceber nenhuma maior. Portanto, eles não são
simplesmente chamados de anjos, mas também de Deus, mantendo como fazer o
poder e autoridade do Deus imortal em nós.”
Pura blasfêmia! Ainda leia o que está
escrito num livro romano citado por Lorraine Boettner:
“Sem o sacerdote, a morte e a paixão de nosso Senhor não teria nenhum valor para nós. Veja o poder do sacerdote! Através de uma palavra dos seus lábios ele transforma um pedaço de pão em Deus! Um fato maior que a criação do mundo. Se eu me encontrasse com um sacerdote e um anjo, eu saudaria o sacerdote antes de saudar o anjo. O sacerdote ocupa o lugar de Deus.” - Pura blasfêmia! Catolicismo é pura blasfêmia
A doutrina do purgatório teve o seu início no Concílio de Florença (1439). Lá foi estabelecida a diferença entre o pecado cometido e a tendência inata para o pecado. Chegando-se a conclusão que o perdão (conseguido através da confissão ao sacerdote e a participação dos sacramentos) acaba com o pecado, mas não acaba com a má tendência. Há, portanto, a necessidade do purgatório, um lugar intermediário entre o céu e a terra, onde os fiéis que ainda tenham alguma dívida e a má tendência para o pecado, irão sofrer no fogo do purgatório, até a purificação completa. O autor John M. Haffert (livro: Saturday in Purgatory) escreveu: “Não há menor dúvida que os sofrimentos do purgatório em alguns casos duram através de séculos inteiros.” Sobre o sofrimento do purgatório, o manual da sociedade do purgatório registra: “Segundo os santos padres da igreja, o fogo do purgatório não difere do fogo do inferno, exceto quanto à sua duração. É o mesmo fogo, diz S. Tomás de Aquino, que atormenta os réprobos no inferno e o justo no purgatório. A dor mais amena no purgatório, ele diz, ultrapassa os maiores sofrimentos desta vida. Nada além da duração eterna torna o fogo do inferno mais terrível do que o purgatório.” Segundo os católicos as orações e esmolas dos vivos e o “sacrifício da missa” ajudam a diminuir o tormento do purgatório. Como será que os católicos encaram a morte? Se eles pensam que depois da morte vão encarar o purgatório. Os teólogos tentam basear a doutrina do purgatório nos livros de Macabeus e em algumas passagens das Escrituras católica. Sabemos que Macabeus é um livro apócrifo e espúrio. Quanto às passagens das Escrituras, os católicos usam o fato de existir um pecado imperdoável (blasfêmia contra o Espírito Santo) e a passagem de I Co 3.15. Quando Cristo chama a blasfêmia contra o Espírito Santo de pecado imperdoável, não faz referência nenhuma ao purgatório, que segundo os católicos seria, o lugar onde este pecado seria perdoado. Pelo contrário, Jesus disse: “Não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro” (Mt 12.32) e “nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo.” (Mc 3.29). Quanto à passagem de Coríntios, Paulo trata da questão dos galardões e não da salvação. Tanto que mesmo que as obras se queimem “o tal será salvo, todavia como pelo fogo.”
Quero
destacar três argumentos bíblicos que liquidam a doutrina do purgatório:
Os primeiros aspectos que quero
analisar sobre o papado são os títulos que estes carregam e as
reivindicações que fazem para si. A palavra “papa” vem do latim papa que
significa “pai”. Cristo foi bem claro que ninguém poderia ser chamado de
pai espiritual a não ser Deus: “E a ninguém na terra chameis vosso pai,
porque um só é o vosso pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres,
porque um só é o vosso mestre, que é o Cristo.” (Mt 23.9 e 10).
O papa também é chamado de “doutor supremo
de todos os fiéis”, o que vai contra o que Cristo ordenou, citado logo
acima. São muitos títulos equivocados e arrogantes que o papa carrega em
seus ombros. Estarei comentando mais alguns, tais como: “vigário de
Cristo”, “sumo-pontífice” e “santo padre”.
A palavra “vigário” quer dizer
“substituto”. O papa é chamado de “vigário de Cristo”, ou seja,
“substituto de Cristo”. Cristo afirmou claramente que o seu substituto na
terra seria a pessoa do Espírito Santo (Jo 14.16-18, Jo 15.26 e Jo 16.7 e
13). O título “pontífice”, que quer dizer literalmente “construtor de
pontes”, não veio da Bíblia, mas do romanismo, onde o imperador
declarava-se o elo de ligação a Deus. O papa é chamado de sumo-pontífice,
ou seja, o máximo elo de ligação a Deus. É uma blasfêmia e arrogância um
homem pecador se colocar nesta posição. Só Cristo é a ponte para Deus (Jo
14.6 e I Tm 2.5) e o cabeça da Igreja (Ef 1.22 e 23 e Cl 1.18). O título
“santo padre” quer dizer “santo pai”, ou obviamente “pai santo”. Sem
dúvida alguma este título só deve ser dado a Deus (Ap 15.4). Pois Deus não
divide a Sua glória com ninguém (Is 42.8). Para resumir as pretensões
papais, quero citar o catecismo de New York citado por Lorraine Boettner:
“O papa assume o lugar de Jesus Cristo sobre a
terra... Por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé e na
moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro vigário
de Cristo, o cabeça de toda a igreja, o pai e o mestre de todos os
católicos. Ele é o governador infalível, o instituidor dos dogmas, o autor
e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do
mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado
apenas por um, o próprio Deus na terra.”
No
apogeu do papado, foi “consagrado” ao papado o monge Hildebrando que
exerceu o papado no período de 1073 a 1075 como título de Gregório VII.
Assim que assumiu, Gregório VII publicou as suas máximas que ficaram sendo
conhecidas como “máximas de Hildebrando”. Segundo o autor Abraão de
Almeida (in: Lições da História) essas máximas são consideradas a essência
do papado. Este mesmo autor cita as máximas das quais transcrevi algumas:
Nenhuma pessoa pode viver debaixo do mesmo
teto com outra excomungada pelo papa.
É o papa a única pessoa cujos pés devem ser
beijados por príncipes e soberanos.
A sua decisão não pode ser contestada por
ninguém e que somente ele pode revisar.
A Igreja Romana nunca errou nem jamais errará,
como as Escrituras testifica (Leia Obadias nos versículos 3 e 4).
Vimos os títulos equivocados e arrogantes
que o papa carrega sobre si. Agora veremos que a própria existência do
papado é uma deturpação das Escrituras. É impossível abordar este assunto
sem falar a respeito do trecho bíblico em que os católicos se baseiam para
firmar a doutrina do papado: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a
minha igreja” (Mt. 16.13-20). Os católicos pegam esta afirmação de Cristo
para afirmar que Pedro é a pedra ou rocha em que Cristo fundamentou a sua
igreja, sendo assim o primeiro papa da igreja. Quando Cristo falou
“...esta pedra...” não estava se referindo a Pedro, mas sim à anterior
declaração de Pedro a respeito de Jesus – “Tu és o Cristo, O Filho do Deus
vivo”. Cristo é a pedra fundamental da igreja. Paulo afirmou: “Porque
ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já esta posto, o qual é
Jesus Cristo.” (I Co 3.11). No grego, a palavra Pedro é petros, do gênero
masculino, enquanto pedra ou rocha é petra, do gênero feminino. O que
Cristo disse: “Tu és Petros (masculino), e sobre esta petra (feminino) eu
edificarei a minha igreja.”
Mostra-se assim que Cristo não estava
falando de Pedro como a pedra ou rocha, mas sim a respeito da declaração
de Pedro – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Se Pedro fosse a rocha,
Cristo teria dito: “sobre ti edificarei a minha igreja”, mas não disse. É
interessante observar que na narrativa de Marcos a frase de Cristo: “Tu és
Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, é omitida (Mc
8.27-30). Marcos por muito tempo foi companheiro de Pedro e no seu
evangelho há uma profunda influência do mesmo. Pedro chamava Marcos de
filho (I Pe 5.13). Pedro em nenhum momento disse de si mesmo como a rocha
ou pedra da igreja. Pelo contrário, sempre mostrou a Cristo como a pedra:
“Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi
posto como cabeça de esquina” (At 4.11). Veja também I Pe 2.4-8.
Há também a afirmação católica que Pedro
teria recebido as chaves do céu. É outra deturpação das Escrituras,
baseada em Mateus 16.19: “Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo
o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na
terra será desligado nos céus.” Não podemos entender a declaração de
Cristo como se esta fosse somente dirigida a Pedro, mas esta é dirigida a
toda igreja. Veja Mateus 18.15 a 18. Fica então patente aos nossos olhos
que o ligar e desligar não refere-se apenas a um homem, mas à toda igreja,
que têm a Cristo como cabeça , “...o que tem a chave de Davi; o que abre,
e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre” (Ap 3.7). O que seria abrir e
fechar ou ligar e desligar que Cristo fala que a igreja realizaria com
respeito às pessoas? O que se segue: quando a igreja prega o evangelho,
abre o reino; quando deixa de pregar, o fecha. Isto fica bem claro quando
observamos o “ai” de Cristo a respeito dos fariseus. “Mais ai de vós
escribas e fariseus, hipócritas! Pois que fechais aos homens o reino dos
céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando.” (Mt
23.13). Porque os fariseus fechavam o reino? Por não divulgarem
corretamente as Escrituras, o Antigo Testamento, naquela época. Veja: “ai
de vós, doutores da lei, que tiraste a chave da ciência; vós mesmos não
entrastes, e impedistes os que entravam.” (Lc 11.52). Assim observamos que
quando a igreja prega o evangelho genuíno esta abre o reino dos céus,
quando não, fecha o reino.
Ao analisarmos o trecho bíblico de Mt
16.13-20, devemos partir para a análise da afirmação católica que Pedro
foi o primeiro papa. Se ele realmente foi o primeiro papa, o foi de
maneira totalmente diferente dos padrões papais. Há um abismo enorme entre
Pedro e os seus pretensos sucessores. A verdade é que Pedro não foi o
primeiro papa e a ordenação de um dirigente humano universal para a igreja
está totalmente contrária às Escrituras.
Jorge Buarque Lyra (in: Catolicismo
Romano) argumentou muito bem: “Poderia, acaso, de alguma forma, um homem
ser fundamento de uma obra divina? Se pudesse (admitindo-se o absurdo),
tal obra deixaria de ser divina.”
Vejamos as seguintes características de
Pedro:
Entre os inúmeros pontos de divergências
que existem entre Católicos Romanos e Evangélicos, um se destaca: Maria.
Os católicos praticam a adoração à Maria, dando um maior destaque à mesma
do que a Cristo. Já os evangélicos a consideram como um exemplo de vida
cristã e humildade. Paulo deixou a advertência: “Pois mudaram a verdade de
Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador,
que é bendito eternamente. Amém.” (Rm 1.25) Maria é criatura. Cristo é
Criador. “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na
terra, visíveis e invisíveis, sejam povos, sejam dominações, sejam
principados, sejam potestades: tudo foi criado para Ele e por Ele.” (Cl
1.16)
Veremos, neste estudo que as doutrinas
católicas em relação à Maria carecem totalmente de base nas Escrituras.
São doutrinas criadas por homens influenciados pelo paganismo. Adolfo
Robleto escreveu bem: “Os egípcios tinham sua deusa Ísis; os fenícios, sua
Astarte; os caldeus, sua Semíramis; os gregos, sua Ártemis; de maneira que
o romanismo escolheu sua deusa feminina, e Maria foi a mais adequada para
o caso.”
A Mariolatria católica está sustentada no
seguinte tripé:
Este dogma afirma que Maria nasceu sem
pecado, ou seja, ela não herdou a mancha do pecado original, e ainda se
manteve sem pecado por toda a sua vida. Atribuem assim à Maria um atributo
divino – a impecabilidade. Maria não poderia pecar e nunca pecou, segundo
o catolicismo.
Este dogma só foi aceito oficialmente em 8
de dezembro de 1854, quando o papa Pio IX proferiu o seguinte:
É interessante observar que nem Maria sabia dessa sua suposta imaculada conceição. No seu cântico diz: “e o meu Espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lc 1.47). Só um pecador é que necessita de um Salvador. Ela falou “...Deus meu Salvador”. Quando depois do nascimento de Cristo, Maria levou as duas ofertas que a lei mandava, a oferta queimada e a oferta pelo pecado. (Lc 2.22-24 e Lv 12.6-8). Mas se não tinha pecado, para que levar as ofertas? Nas Escrituras, em nenhum momento, se afirma que Maria não cometeu pecado. Pelo contrário: “Pois todos pecaram e destituídos da glória de Deus.” (Rm 3.23); “Não há um justo, nem sequer um.” (Rm 3.10). Só Cristo é identificado como o único sem pecado. “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós: para que nele fossemos feitos justiça de Deus.” (II Co 5.21).
Os católicos gostam de usar o texto de Gn 3.15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”, para afirmar que Maria pisou a cabeça da serpente, ou seja, a cabeça do Diabo. Quando a promessa fala que é a semente da mulher (Jesus Cristo) que pisaria a cabeça da serpente. Veja Hb 2.14: “...para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o Diabo.” E I Jo 3.8: “...para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.” Fica claro que a promessa de Gn 3.15 refere-se a Cristo, e não à Maria. Cristo é o que pisaria a cabeça da serpente.
O segundo pé de apoio à doutrina católica sobre Maria é a sua perpétua virgindade. Os católicos afirmam que Maria, em toda sua vida, nunca conheceu sexualmente o seu esposo José. Fica evidenciado, nas Escrituras, que até o nascimento de Jesus, Maria foi virgem. Mas afirmar que ficou sempre assim é afirmar o que a Bíblia não afirma. Em Mt 1.24 e 25 está escrito: “E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher: e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.” Há dois aspectos interessantes nestes versículos: 1º) O “...até...”; mostra que José conheceu sexualmente Maria depois do nascimento de Cristo; e 2º) Jesus é chamado de primogênito, ou seja, Jesus é chamado de o primeiro filho gerado por Maria, mostrando que Maria gerou outros filhos. Deus chama Jesus de unigênito (Jo 3:16), ou seja, o único filho gerado. Fica claro que Jesus é o único filho gerado por Deus e o primeiro filho entre os filhos de Maria. Em diversas passagens vemos que Jesus teve irmãos e irmãs. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.” (Mc 6.3). Veja também Mt 13.54-56. Paulo chegou a afirmar que os irmãos do Senhor eram casados (I Co 9.5). Por sua vez, os católicos crêem que quando se fala em irmãos, na verdade, está se referindo aos primos de Cristo, e que estes são filhos de uma irmã de Maria. Os católicos identificam três dos irmãos de Jesus com três dos discípulos que tinham os mesmos nomes: Tiago, filho de Alfeu; Simão, o Zelote; e Judas, filho de Tiago (Lc 6.15 e 16). O que é um tremendo equívoco, porque as Escrituras sempre mostram diferenças entre os discípulos e os irmãos do Senhor (Jo 2.12, Mt 12.46 e 47 e At 1.14) e a mais clara diferença está em Jo 7.5: “Porque nem mesmo seus irmãos criam nele.” Isto é um cumprimento da profecia messiânica em Sl 69.8: “Tenho-me tornado como um estranho para com meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe.” Como pessoas que eram os discípulos do Senhor não iriam crer no Senhor? Mostra-se assim que estes discípulos não eram irmãos do Senhor. Nas referências do N. T. sobre os irmãos de Cristo, a palavra grega que sempre é usada é adelfoV, adelphos (irmão), nunca se usou sungeneV, sungenes (parente) ou anhyioV, anepsiós (primos).
A teologia católica é uma verdadeira colcha de retalhos, um remendo leva a outro. Como consideram que Maria foi concebida sem pecado, e ainda que viveu sem pecar, chegaram a mirabolante conclusão que seu corpo na morte não experimentou a decomposição e nem permaneceu na sepultura. “Um abismo chama outro abismo.” Enquanto a profecia a respeito de Cristo diz: “Nem permitiras que o teu santo veja corrupção” (Sl 16.11) com referências em At 2.27-32 e At 13.33-37, fala a respeito do santo não ver a corrupção e nunca a uma santa não ver a corrupção. Os católicos crêem que: “No terceiro dia depois da morte de Maria, quando os apóstolos se reuniram ao redor de sua sepultura, eles a encontraram vazia. O sagrado corpo fora levado para o paraíso celestial. O próprio Jesus veio para levá-la até lá, toda a corte dos céus veio para receber com hinos de triunfo a mãe do divino Senhor. Que coro de exultação! Ouçam como eles cantam: Levantai-vos as vossas portas, ó príncipes, ó portas eternas para que a Rainha da Glória possa entrar.” (descrição da tradição católica citada por Lorraine Boettner). É de deixar pasmo o fato da Igreja Católica criar um dogma sem nenhuma base nas Escrituras. Nenhum dos apóstolos citam essa criação fraudulenta. Depois de At 1.14 há um profundo silêncio nas Escrituras a respeito de Maria, não se fala na morte e muito menos na assunção de Maria. Como pode criar-se um dogma sem base nas Escrituras? Um dogma que só foi elaborado em 1º de novembro de 1950 pelo mariólatra Papa Pio XII. As Escrituras deixam claro que a glorificação dos santos só acontecerá depois da volta de Cristo e não fala que Maria seria uma exceção. Veja I Co 15.20-23:
“Mas agora
Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos
mortos veio por um homem. Porque assim como todos morrem em Adão, assim
também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem:
Cristo as primícias, depois os que são de Cristo na sua vinda.” Os católicos ainda crêem que ao chegar aos céus Maria foi coroada “Rainha dos céus”. Este título nunca foi dado à Maria nas Escrituras. Pelo contrário, a Bíblia condena este título, que tinha sido dado a uma falsa deusa. “Os filhos apanham a lenha, e os pais ascendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira.” (Jr 7.18) Veja também Jr 44.17-23. Observamos que esse título mariano foi tirado de uma prática pagã totalmente condenada pela Bíblia. Você que é católico(a), imprima esse texto, leve ao seu Padre, peça a ele explicações pautadas à luz da bíblia ! Ele não terá resposta alguma para lhe dar ! Se deseja continuar sendo enganado(a) em seguir baal, é um direito seu, apenas fizemos nossa parte em alertar, mostrar a verdade para aqueles que a buscam. Nosso diferencial é que criticamos e provamos através da palavra de Deus o que estamos criticando. Gálatas 4:16 Tornei-me acaso vosso inimigo, porque vos disse a verdade? Fonte: CACP Formatação e inclusão: cristaos.com
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